segunda-feira, 17 de outubro de 2011

1º ANO - TESTE DA GASOLINA

A gasolina é uma mistura de hidrocarbonetos obtida a partir da destilação de petróleo, não sendo, portanto, uma substância pura. No Brasil, antes da comercialização, adiciona-se álcool anidro à gasolina. A mistura resultante é homogênea (monofásica).


A mistura água-álcool também é um sistema homogêneo (monofásico), com propriedades diferentes daquelas das substâncias que a compõem (densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição, etc.). Já a mistura água-gasolina é um sistema heterogêneo, bifásico.


1.   Por que o álcool foi extraído pela água?

2.   O que a legislação brasileira diz a respeito do teor de álcool na gasolina? A sua amostra estava dentro da legislação? Justifique.

3.   É possível separar o querosene (mistura de hidrocarbonetos, que são substâncias apolares) de uma mistura querosene-gasolina colocando-a em contato com água (substância polar)? Por que?

1º ANO - CONDUTIVIDADE ELÉTRICA DAS SOLUÇÕES

Algumas substâncias quando em meio aquoso ou não são capazes de conduzir eletricidade. Isso se deve ao tipo de ligação que cada uma faz. Algumas são necessárias estar em solução aquosa ou liquefeitas para conduzir eletricidade, essas substâncias são chamadas de eletrólitos e ocorre uma migração de cátions e íons na solução dos eletrólitos. Como exemplos podemos ver o cloreto de sódio e o iodeto de potássio.

Para classificarmos o grau de condutibilidade elétrica de um eletrólito devemos levar em consideração a concentração, o grau de ionização, a natureza do solvente. Dessa forma podemos dividir em solução eletrolíticas e não eletrolítica, segundo sua capacidade de conduzir ou não eletricidade.

Substâncias moleculares não puderam conduzir eletricidade, conforme testamos com o açúcar e a naftalina, estas não foram capazes de acender a luz do circuito elétrico montado.

Outras substâncias conseguem conduzir mesmo no estado sólido que foi o caso do grafite e do cobre. Pensando bem, já que o grafite é um sólido formado por ligações covalentes e o cobre por ligações metálicas, porque o grafite conduziu a eletricidade como um metal?



3º ANO - A QUIMICA DO MAU CHEIRO

Trabalhar com o sistema olfativo é uma experiência não muito executado, pois na maioria das vezes damos mais valores aos efeitos visuais do que aos olfativos. O que não é verdade, cada sentido tem a sua importância na nossa comunicação com o mundo exterior no que diz respeito a sensações, emoções e até mesmo nos livrando de alguns perigos.

Uma das principais classes de substâncias responsáveis pela a interação com os receptores olfativos são as moléculas orgânicas da classe dos ácidos carboxílicos que possuem cheiro intenso, irritante e paladar azedo ou salgado e que às vezes causam náuseas e incomodo. Os ácidos de quatro a oito átomos de carbono têm odores desagradáveis.

O que causa esse cheiro ou odor ruim e qual a composição dessas substâncias?

Essas substâncias possuem funções orgâ­nicas distintas, que tem uma maior sensibilização olfativa, como, tióis, éteres, ésteres, compostos aromáticos nitrogenados, mercaptanas, indóis, ácidos inorgânicos, aldeídos, cetonas e compostos orgânicos enxofre. Tais substâncias possuem certa solubilidade em água e, dessa forma, são facilmente dissolvidas no muco do tecido epitelial para que esteja em uma concentração relevante para ser detectada e identificada pelos quimiorreceptores. 

 As substâncias responsáveis pela liberação de odores para a atmosfera são geralmente gases inorgânicos ou compostos orgânicos voláteis, sendo os primeiros resultado da atividade biológica nos esgotos e fontes correlatas e os segundos derivados da presença de resíduos ou produtos industriais.

Estes compostos são originários da decomposição anaeróbia de compostos com alto peso molecular, especialmente proteínas, reconhecidas como causas do mau-cheiro do esgoto e de estações de tratamento em geral. Entre os compostos inorgânicos, a amônia (NH4) e sulfeto de hidrogênio (H2S), são considerados as principais causas do odor de esgotos domésticos.
Além de substâncias que não cheiram bem presentes na atmosfera, temos também algumas produzidas pelo nosso corpo.

·         O chulé – ou bromidrose – é causado pela proliferação de bactérias que se alimentam de pedaços de pele em nossos pés e também do suor acumulado, já que elas gostam de ambientes quentes e úmidos. Depois de se alimentarem, liberam o ácido valérico (Quadro 1), que dá aquele cheirinho que conhecemos. Para evitar o chulé, basta lavar bem os pés, secá-los adequadamente, sempre variar um pouco os sapatos, além de selecionar meias de algodão, que permitem maior ventilação, reduzindo a ação das bactérias.

·         O famoso cecê é formado nas axilas onde o cheiro é mais intenso e diferente de outras partes do corpo porque as glândulas sudoríparas desse local secretam um suor mais espesso, que contém proteínas e outras substâncias que são produzidas por bactérias, gerando os compostos malcheirosos.
·         O bafo de onça, também conhecida como halitose, se originam na boca, um ecossistema no qual vivem centenas de espécies de bactérias com diferentes necessidades nutricionais. Quando essa flora digere proteínas, podem ser liberadas substâncias que têm mau cheiro. Entre  elas: gás sulfídrico, resultante do metabolismo anaeróbico (cheiro de ovo estragado), escatol (substância também encontrada nas fezes), cadaverina (associada à decomposição de corpos), putrescina NH2(CH2)4NH2 (1,4- diaminobutano ou butanodiamina) (à decomposição de carne) e ácido isovalérico, também presente no suor dos pés.

·         O sêmem também não cheira bem, ele tem glicose e lactose, além de espermina, putrescina e cadaverina, substâncias que lhe conferem um odor repugnante.
·         O odor dos flatos provêm de pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio (gás sulfídrico) e enxofre e os mercaptanos livres na mistura. Quanto mais rica em enxofre for a dieta, mais desses gases vão ser produzidos pelas bactérias no intestino, fazendo portanto com que os gases cheirem mal ainda mais. O odor desagradável, porém, deriva de compostos do enxofre, como o gás sulfídrico.


Em geral a interpretação fisiológica de um odor implica em julgar o quão forte, agradável ou desagradável ele é. Odores desagradáveis estão associados a coisas desagra­dáveis. Embora um odor possa ser ou não tóxico, sua associação à decomposição biológica pode indicar algo? O que poderia indicar?

Retire do texto as principais características químicas que uma substância precisa ter para rapidamente percebida pelo nosso olfato.


1.    SILVA, V. A. et al. Algo aqui não cheira bem... a química do mau cheiro. Química nova na Escola, 33(1), 3-9, 2011. Disponível em: <http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc33_1/01-QS9309.pdf> acesso em: 18. Ago. 2011.
2.    Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-as-secrecoes-do-corpo-tem-gostos-diferentes > acesso em: 20. Ago. 2011.
3.    Disponível em: < http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais-sao-e-para-que-servem-os-fluidos-e-as-secrecoes-do-corpo-humano > acesso em: 20. Ago. 2011.
4.    Disponível em: < http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/bom-fedor> acesso em: 20. Ago. 2011.
5.    Periodico Tche Quimica. Volume 4. N° 8 – Agosto/2007. Porto Alegre – RS. Brasil Disponível em: http://qnint.sbq.org.br/qni/visualizarTema.php?idTema =34>  acesso em: 20. Ago. 2011.
6.  Controle Odorres Oxidante. Disponível em: http://www.tratamentodear.com.br/ Controle-Odor-Oxidantes.html> acesso em: 28. Set. 2011.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AGORA VAI DAR CERTO!

Queridos alunos abençoados!

Quando forem postar o cometário no blog, não selecionem a conta GOOGLE, entrem Nome/URL, e coloquem o nome de vcs, não precisa peencher o campo URL, só o nome basta.

sábado, 20 de agosto de 2011

3º ANO - ETANOL ESTÁ LONGE DE SER SUSTENTÁVEL

Condições degradantes de trabalho, expropriações, monopólios e devastação ambiental. Tudo isso derruba o mito da energia limpa do agrocombustível

 por Lúcia Cavalieri

A substituição dos derivados de petróleo pelos chamados agrocombustíveis — elaborados a partir da biomassa vegetal — pode parecer a solução para a crise dos fósseis no mundo. Mas do jeito que vem sendo executada vai causar uma série de problemas nos países pobres que apresentam as condições para a produção da biomassa. A produção do etanol brasileiro camufla atividades e relações que não são nada sustentáveis do ponto de vista social. Sem contar a queima indiscriminada da cana-de-açúcar, processo conhecido como devastador ambiental.
 
Há dezenas de pontos críticos na produção dos combustíveis ditos “ecologicamente e politicamente corretos”. Centenas de milhões de hectares de terras férteis têm sido e serão destinados à produção da biomassa, milhões de produtores rurais do campo são expulsos de suas terras de origem, a poluição da água e do meio, os problemas de saúde com a chuva de fuligem resultante da queimada da palha de cana, a diminuição da diversidade social e biológica por conta do cultivo da cana, a potencial contaminação dos ecossistemas vizinhos por organismos geneticamente modificados, as condições de trabalho degradante dos camponeses, proletários, migrantes e sub-proletariados que trabalham na produção da biomassa.

O agronegócio da cana ocupa o primeiro lugar no ranking de libertações de trabalhadores escravizados no país. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, a CPT, somente em 2008 cerca de 2,5 mil trabalhadores deixaram uma condição análoga à escravidão nas lavouras. O índice corresponde a 49% do total dos 5,2 mil trabalhadores libertos no país. O agrocombustível sustenta ainda outro índice alarmante: entre 2005 e 2006 foram 20 trabalhadores mortos, possivelmente por exaustão, durante o corte da cana. Hoje o Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e o segundo maior exportador de etanol. Produzimos cerca de 30% do total de cana-de-açúcar mundial e 18% do total de açúcar. Mas os números sozinhos não demonstram as condições de produção e seus reflexos políticos, econômicos e ambientais.
Na produção brasileira de álcool, a lógica de expansão do capital casou com a lógica territorial do Estado numa união abençoada pelos latifundiários e pelo mercado internacional das commodities. O casamento, bem como a simpatia pela produção dos “bio” combustíveis, não são indispensáveis, mas com eles, o risco do setor diminui. Como alternativa à queima dos combustíveis fósseis, a produção dos agrocombustíveis mostra toda a sanha da produção do capital que expropria os camponeses, monopoliza o território, territorializa-se, impulsiona migrações e polui em vários lugares do mundo.

Enquanto o agronegócio discute uma agenda para transformar o etanol em commodity, o projeto político e econômico centrado na exportação de produtos produzidos na lógica do capital parece que continuará monopolizando território. Contrapondo-se às análises de muitos economistas e da mídia, os movimentos sociais, alguns setores da academia e diversos ambientalistas organizam-se para descortinar ao mundo a violência dessa produção. E questionam a continuidade de um projeto centrado na produção de combustível para abastecer o mercado de automóveis que se pauta no uso individual.

A atual demanda por força de trabalho do setor faz com que milhares de trabalhadores partam todos os anos para São Paulo, muitos deles vindos do Vale do Jequitinhonha (MG). Essa migração, especificamente para o setor sucroalcooleiro, tem provocado mudanças significativas no modo de vida de milhares de famílias que contam com as remessas provindas do trabalho executado pelos homens, que buscam sobreviver sem a presença do chefe de família, marido e pai. Mais um custo que devemos colocar na conta do mito da energia limpa.

DÊ SUA OPINIÃO, VOCÊ CONCORDA OU DISCORDA DA Dra LÚCIA CAVALIERI? JUSTIFIQUE.

Lúcia Cavalieri é doutora em Geografia pela USP
Bibliografia: Revista Galileu, nº 2401. Editora Globo. Julho de 2011.

2º ANO - SOLUÇÕES SUPERSATURADAS

Solução que contém uma quantidade de soluto superior a solubilidade a uma dada temperatura. Em geral pode-se obter soluções supersaturadas aquecendo uma solução saturada que tenha parte do soluto não dissolvido. O aquecimento deve ser realizado até que todo o soluto presente se dissolva.


Um resfriamento lento, com a solução em repouso, até a temperatura inicial, pode permitir a obtenção da solução supersaturada, desde que o soluto não tenha cristalizado. A solução supersaturada é instável, e a mínima perturbação do sistema faz com que o excesso de soluto dissolvido precipite, tornando-se uma solução saturada com presença de corpo de fundo.


Vocês conhecem produtos de uso cotidiano que são preparados com aquecimento e formam uma solução supersaturada? Pesquise um e faça um breve comentário de como são preparados.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

2º ANO- CORREÇÃO DOS EXERCÍCIOS DE REVISÃO - DILUIÇÃO E MISTURA DE SOLUÇÕES


EXERCÍCIOS DEQUÍMICA
2º ANO

1) 450mL de uma solução de NaOH 0,5mol/L foram adicionados a 150mL de uma mesma solução de  0,25mol/L. A solução resultante contém concentração igual a:
R=0,44 mol/L


SOLUÇÃO 1     
450ML = 0,45L 
0,5 mol/L

SOLUÇÃO 2
150ML = 0,15L
0,25 mol/L





0,5mol  de NaOH ------1L      0,25 mol de NaOH -------1L
             x--------------0,45L        x------------------0,15L
x= 0,225 mol de NaOH           x= 0,0375mol de NaOH


0,225 mol + 0,0375mol= 0,2625 mol
0,45L + 0,15L = 0,60L

0,2625mol de NaOH ----------0,60L
               x--------------------------1L
x= 0,44mol/L (aproximadamente)


2) Na preparação de 500mL de uma solução aquosa de H2SO4 de concentração 3 mol/L, a partir de uma solução de concentração 15mol/L do ácido, deve-se diluir o seguinte volume da solução concentrada:
a) 10 mL
b) 100 mL
c) 150 mL
d) 300 mL
e) 450 mL


C1V1=C2V2
15 . V1= 3 . 500
V1= 10ml





3) Que volume de HCl concentrado (16 mol/L) é necessário para preparar 2,0L de HCl 0,20mol/L?
R= 0,025 L


C1V1=V2V2
16 . V1= 0,2 . 2
V1= 0,025L








4) 300 mililitros de solução contendo 0,01mol/L de sulfato cúprico são cuidadosamente aquecidos até que o volume da solução fique reduzido a 200 mililitros. A solução final, tem concentração, em mol/L, igual a
a) 0,005
b) 0,010
c) 0,015
d) 0,016
e) 0,018



C1V1 = C2V2
0,01 . 0,3 = C2 . 0,2
C2= 0,015L